Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador gente importante. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador gente importante. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Interesse.

  Estava sentado num banco a alguns metros da porta da sala, havia um espaço aberto e lá eu tomava meu café antes da aula, normalmente esperar para entrar nesse maldito curso de culinária que sou obrigado a frequentar é entediante, mais esse dia em específico foi ímpar.
 Terminei meu café, levantei espreguiçando-me e, como que instintivamente, olhei para trás e antes de começar a caminhar no rumo da sala vi ela, Marina, a minha colega de sala que possui lindos olhos cor de mel e coxas vistosas. Ela veio até mim, me deu um forte abraço e serenamente falou que sentia minha falta, comentário provavelmente devido ao fato de não ir naquela atividade extremamente embaraçosa há duas semanas, gostaria muito de te-la beijado naquela hora mesmo, mais não tenho intimidade para isso, não por falta de vontade, simplesmente não tenho.
  A moça pede-me que a espere enquanto ela fuma, pois, gostaria da minha companhia para ir até a sala de aula. Sem ter como negar, sentei-me novamente após seu convite, vi ela pegando em sua bolsa um maço de LM com algum sabor místico, pois tinha uma embalagem colorida e bem trabalhada. Pegou o isqueiro com uma suavidade admirável, acendeu o cigarro e deu uma tragada de modo tão sexy, a me deixar de água na boca. Reparei também nos seus olhos castanho claro que estavam com uma leve maquiagem deixando-os mais charmosos, coisas belas como essa me fazem pensar um pouco em acreditar em deus, mais só um pouco.
   Conversamos um pouco até ela terminar o cigarro e a vi sensualmente jogando a bituca ao chão e pisando-a. Fomos juntos para a sala, uma aula teórica falando sobre a historia da gastronomia, chatíssima como todas as daquele cursinho de bosta. Retirei da minha pasta um livro de contos mórbidos escritos por Lygia Fagundes Teles e quando o abri, ela olhou para mim e pediu para vê-lo, como não recuso o pedido de alguém com peitos, entreguei a ela. A jovem folheou o livro um pouco, demonstrou um leve interesse e devolveu-me. Estava lendo um dos contos e percebi que ela estava interessada na aula, acho belo o modo como responde baixinho ao professor, sentindo-se satisfeita por respondido, mais ainda assim mantendo sua esporádica timidez.
 Sabe, olhava ela daquele jeito, na carteira, atenciosa, parecendo uma colegial. Para mim que já não sou um moleque esse tipo de coisa excita demais, queria tanto ficar entre as coxas dela e beijar seu pescoço de forma gostosa, sem dar a minima para os boçais que estavam ali. Sei que não tão imoralmente ela também se interessa por mim, ela dá alguns sinais, como o jeito de agir, os olhares de canto de olho por entre os cabelos lisos e escuros, essas coisas de mulheres mais jovens. Pensava em quem sabe tentar, e dar umas indiretas, ela perceberia que a quero e poderia até curtir a ideia, normalmente não sou tão promíscuo, mais ultimamente não ando ligando muito pra isso.
  A aula acabou, me despedi dela com outro abraço e um beijo no rosto, mais bem próximo da boca, pra ela poder sentir meu carinho especial. Cheguei em casa meio cansado mais ainda com vontade de transar, dei um beijo longo em minha esposa, ajudei um pouco meu filho no dever de casa, era matemática, e fui deitar-me, tentei excitar minha mulher que segundo ela mesma não podia transar pois precisava ir na feira de manhã, então dormi, tive um sonho erótico com a doce Marina e acordei gozado.

domingo, 22 de maio de 2011

Nunca mais durante um tempo!


-Não importa o que ela estava sentindo, querendo ou não, ela saiu de mãos dadas com outra pessoa.
-Bem ríspido você.
-Ríspido? Estou me embebedando, fumando e cheirando igual a uma prostituta faz dois dias e a única coisa que consigo pensar em todo esse tempo é que ela de algum modo queria ficar comigo e não com aquele escroto com camisa de hippie. Como eu queria que ela não tivesse pegado na minha mão e me dado a face para beijar quando estava indo embora. Não quero vê-la nunca mais durante um tempo!
-Nunca mais durante um tempo? Que merda é essa?
-É até simples, eu não quero mais vê-la nunca mais, porém, sei que em breve eu a perdoarei
(não que ela tenha que me pedir perdão por ter alguém no mundo que, diferente de mim, tem coragem de falar que a ama e que arrancaria a perna esquerda, que é sua favorita, só para tê-la perto, só para poder beija-la e segurar na sua mão pequena enquanto ela está bêbada tentando achar sua amiga na balada.)
-Mais então porque você não fala isso pra ela? Acho que ela gosta de você, seja lá o que isso signifique.
-Por que eu sou um covarde que pensa muito antes de fazer qualquer coisa, declarações não fazem meu estilo!
-Então o que você vai fazer agora?
-Sair do messenger, masturbar-me e dormir!